sábado, 30 de setembro de 2017

Menorca, Espanha

Menorca! 

A irmã pequena de Maiorca. Enquanto que esta última se dedica à boémia, à vida nocturna, à movida e fiesta, a mana pequena mais concentrada, pacata, dedicada à família, com menos extravagancias. 
E isto é de facto a caraterização mais rápida que podemos fazer. Se procuram algo movimentado com bares, vida nocturna e assim, vão para Palma de Maiorca. 

Menorca é o típico destino em que não há nada em concreto para visitar, não há planos diários nem rotas premeditadas. A ilha é muito pequena, e além das dezenas de praias, não tem muito para visitar. E este estilo de férias de pulseira all in e sandália no pé com toalha debaixo do braço é o que a malta procura. Malta essa que, sem qualquer desconsolo, podemos dizer que tem uma idade média superior à nossa. No primeiro hotel para que fomos, a média era inclusivamente superior ao dobro da nossa idade. O que é bom!! Porque servem as refeições cedo; não há putos aos berros, não há grupos de pessoal a cantar desafinado abraçados e bêbados, não há ninguém a fazer barulhos nos quartos… tem muita vantagem. Isto aconteceu na parte mais este da ilha, perto de Mahon, a capital. Se forem para o lado oposto, próxima da Ciutadela (um dos sítios que podem visitar, sem ser praia), já encontram mais juventude e principalmente mais famílias.



O que a ilha tem de fixe é um percurso pedestre chamado Camí de Cavalls, que percorre TODO o perímetro da ilha! O que significa que podem virtualmente visitar todas as praias existentes se trilharem este percurso. No entanto, deixem-me que vos diga que o par de sapatilhas que levei para correr, ficaram em condições de serem usadas apenas para tratar do quintal… o trilho é muitíssimo acidentado em algumas zonas, sendo perigoso para entorses e para rasgos da sola, pois apanham rocha muito erodida, formando pequenos picos. Ainda assim, recomendo vivamente que ponham na mala equipamento de corrida e uma boas sapatilhas de trail hardcore. Vão ver paisagens incríveis e sítios onde só os barcos têm acesso. Ah! E estudem o tempo que pretendem correr porque a volta tem que ser feita pelo mesmo sítio. Numa das situações, em que já levava tempo suficiente para querer fazer o regresso, pensei “ah, só mais um pouco a ver se chego à próxima praia e daí apanho o alcatrão até ao início”, isto porque o caminho era mesmo muito mau, e não me apetecia estar sempre a ver onde punha o pé… isto custou-me mais 6 kms, para depois saber que da praia até ao alcatrão e até ao início eram 16 kms. 

As praias, felizmente, não estão à beira das estradas como as nossas. São acedidas por pequenos caminhos, onde só podem passar de carro se o estacionamento final tiver vagas; senão, há alguns “arrumadores profissionais” na entrada do caminho que vos bloqueiam a entrada. E após o estacionamento têm muitas vezes mais um trilho até à praia, e este sim, só acessível a pé. Se forem mesmo muito preguiçosos não se preocupem que também há algumas praias mais mainstream, logo acessíveis a partir do carro. Carro esse que devem alugar pois não há grande rede de transportes. E um conselho final; não metam qualquer tipo de combustível nas bombas da Repsol da Marina de Calle Bosc, aquilo é preço para quem tem iates… 

Para elencar alguns nomes: S´Algar. Uma povoação pequena e tranquila. Com uma baía muito engraçada e com um local de venda de tours variadas. Outras paragens em Alcalfar, Binissafuler




Cales Coves é uma praia rochosa onde poderemos ver várias grutas escavadas na rocha, serviam de albergue em tempos idos. Atualmente servem de local para aliviar necessidades e fazer uns churrascos… não necessariamente por esta ordem.




Binibequer é muito engraçada, com casinhas brancas encavalitadas na falésia; uma espécie de Santorini. À noite tem alguma animação com meia dúzia de restaurantes mais virados para o marisco.










Cala en Porter é coisa fina. Cova dén Xoroi; um esplanada em que não podem entrar de mangas cavas ou chinelos, que se espalha pela falésia rochosa, com vistas magnificas e recônditos aconchegantes. Pelo menos é o que nós achamos, já que às 10 da manha estava fechado, e não se consegue espreitar nada. Mesmo que estivesse aberto, a nossa indumentária não era aprovada…

Colombes é um local com uma enorme gruta, enorme mesmo, sem qualquer vedação e sem grandes movimentos turísticos. Ainda caminhamos uns 25min para cada lado. Se estiverem cansados talvez não valha a pena o sacrifício, senão, força nisso! 

Cala en Turqueta, San Saura, Mitjana, Macarella e Macarelleta: estas últimas as mais bonitas. Andámos de kayak da praia até à Galdana, sendo que esta é extremamente turística.








Apraz-me dizer que em todas elas irão ver muitos seios e possivelmente alguns apêndices fálicos. A malta aqui fica muito à vontade. 

De resto não temos muito a dizer. É comer, dormir, e andar na água. Já agora, nós fomos em outubro e a água não é propriamente quente. Custa a entrar, mas depois fica-se bem. Mas aqui sim, pode-se usar este argumento; não é como nas águas da nossa costa em que todos dizem isso, e eu não consigo aguentar a água acima do tornozelo… o tempo esse foi impecável. Apenas umas nuvens mais vagarosas a tapar o sol, mas nada de mal. 

No final, fizemos uma escala maior em Barcelona, para podemos ir sentir a agitação nas ruas, e ver a Sagrada Família, que todos devemos visitar um dia. Se quiserem ir lá sem ver gruas e andaimes, informo que o final está previsto para 2026…



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