segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Coimbra e Lousã

Caros amantes de férias, passeios e demais atividades benéficas para a alma e para os músculos das pernas. Fomos até à zona da Lousã, atraídos pela natureza, pelas Aldeias de Xisto, por um bom preço de dormida no Meliá da Lousã e pela capacidade de chegarmos ao destino com alternativa a portagens…

Foram apenas 4 dias, mas foram suficientes para cumprir o plano. A primeira paragem foi em Coimbra. Sempre assombrados pelas nuvens e usando inclusivamente o limpa para brisas na velocidade 2, acabámos por apanhar tempo seco e quente sempre que era necessário. Após uma rápida visita ao Fórum para almoçar, apontámos a bússola para as Buracas de Casmilo. É um fenómeno natural que provocou erosão em grandes rochedos, provocando buracos do tamanho de um T4.
 
 

Não é um local onde se perca muito tempo, mas que é engraçado de ver, pois não creio que haja muitas coisas parecidas em Portugal.
Nesta zona de Condeixa havia mais alguns atrativos naturais; grutas. Gruta da Arrifana e da Lapinha.
A 1ª encontra-se com relativa facilidade, se não se perderem… fica no que parece ser uma propriedade privada. Mas se não tiverem aspeto de quem vai atear fogo ao pinhal, não deverão haver problemas… A gruta é muito baixinha, e mesmo para entrar temos de nos sujar e fazer alguma ginástica, é o local ideal para quem gosta de espaços apertados, escuros e húmidos…
Já a 2ª não criou tantos problemas.. Porque não entrámos. A gruta da Lapinha fica mesmo numa propriedade privada… mesmo! Para a ver temos de entrar na casa dos proprietários. Literalmente toquei à campainha a ver se alguém estava com espírito de partilhar o seu espaço íntimo com 2 estranhos… mas não tive sorte.




Um pouco desolados com esta ultima proibição digitámos Quinta das Lágrimas para próximo destino. Um espaço verde, amplo, relaxado e bonito. O bilhete custa 3€ e se gostarem podem aproveitar para treinar o vosso swing no golf. A tarde ainda era nova e apontámos forças à mais recente zona de património mundial. As Universidades. Muitos turistas, somados a um cenário bucólico, com um grupo de estudantes trajados formando a tuna de medicina, equivale a um momento bem passado a ouvir musica e umas piadas, típicas da animada malta estudante.
 

Ainda com o relógio na 1ª metade do círculo, ainda tínhamos tempo para ir ao Jardim Botânico. Um sítio lindo, bem tratado, tranquilo. O típico local de pombinhos, picnics e sessões fotográficas com noivos. Importa sublinhar que neste parque podem encontrar uma organização de arborismo. Quem não sabe o que é pode pesquisar facilmente naquela coisa fantástica que é o Google. O dia ia longo, mas sobrou tempo para visitarmos à luz da lua, a zona histórica, onde encontrámos muitas ruelas estreitas, com tascos típicos e se tivermos sorte com 3 senhores barrigudos a cantarem uns fadinhos ao vivo.
 
 
O dia seguinte ainda seria passado em Coimbra. Desta feita dando o passeio dos tristes à beira do Rio. Um espaço verde amplo, onde se vê muito atleta de domingo, patos, cães e pescadores de água doce. Se o sol estivesse mais amigo, o passeio seria mais bonito.

Coimbra é uma cidade que todos conhecemos, mais ou menos, afinal é (dados não confirmados) a 3ª cidade maior do país. No entanto fiquei surpreendido com um local onde nunca tínhamos ido. Penedo da Saudade. Um sítio romântico e emotivo, onde as lápides com poemas e dedicatórias dos estudantes evocam um ambiente soturno mas que ao mesmo tempo transmite o espírito estudantil que alicerçou Coimbra. Ainda conseguimos tempo para vaguear pelas ruas da zona histórica onde encontrámos umas pastelarias com uns bolos que invocam a vontade de comer, o pecado da gula. Coimbra deu-nos (a troco de alguns euros) o último almoço, e assim partimos para Lousã.
 
 
Ao chegar, instalámo-nos de imediato no Meliá Palácio da Lousã. Com a promoção que encontrámos, ficaram-nos 2 noites em 65€, com um pequeno-almoço fabuloso. Isso só seria testado no dia seguinte. Por agora, a tarde era uma criança, as pernas queriam massacre, decidimos fazer-nos ao trilho. Trilho esse que é bastante exigente, mas muito bonito e agradável de se fazer. As hipóteses de espetarem um pé no riacho são elevadas, por isso ou levem um calçado desportivo, facilmente secável, ou então meçam muito bem onde põem os pés… Iniciámos a caminhada junto a fábrica de papel, subimos o monte, apreciamos paisagens bonitas com o castelo e a Ermida da Nossa Senhora (a possibilidade de ser da Nossa Senhora é elevada) ao longe a destacar-se no meio do vale, e acabamos na Praia Fluvial da Sra. da Piedade (daqui a minha anterior conclusão…), junto ao Castelo da Lousã. Esta zona fica a 5min de carro do centro da Lousã. É um espaço pequeno, mas agradável, com muita sombra, e com uma água bem geladinha, como deve ser a água dos rios… um restaurante dá apoio ao comes e bebes, mas nós tivemos a espetacular sorte de o apanhar fechado ao domingo (jantar) e segunda (dia de folga), pelo que não podemos opinar sobre ele… esta voltinha a pé ocupou o dia (e as pernas), obrigando-nos a regressar ao centro. Escolhendo (sem grandes hipóteses) um dos poucos restaurantes abertos, comemos num restaurante, também pizaria, do qual não me lembro o nome, mas que recomendamos vivamente! Bom e barato! Por razoes obvias não vamos descrever a noite (foi passada a ver um filme até adormecermos [10min]…).
 
O dia seguinte seria de regresso ao castelo para iniciarmos um trilho diferente. Desta feita passámos nas conhecidas e altamente turísticas Aldeias de Xisto: Talasnal e Casal Novo. Este trilho é um pouco mais monótono mas tem umas descidas bem radicais.

Há sempre algo no plano que não corre como queremos. Interessava-nos ver o Vale do Ceira, candidata às 7 maravilhas de Portugal. Mais exatamente no Cabril do Ceira deparámo-nos com um afloramento rochoso, que, ao longo dos anos presumo ter sido escavado, até que ficou uma grande fenda entra dos gigantescos penedos. Lembram-se de ter dito que às vezes o plano corre mal. Pois bem, para chegarmos aqui caminhámos uns 25min num estradão reto, calorento e empoeirado, com monotonia que chegue. Ao seja, sacrifiquem os amortecedores do carro se quiserem lá ir. Não compensa o outro esforço.
 
Como já havia algum cansaço, e o hotel tinha um espaço também ele engraçado, optámos por passar o final de tarde a dar umas braçadas na piscina e a ler um pouco no espaço verde do hotel. O jantar foi no mesmo sítio.

O último dia começou cedo, mas também o regresso foi antecipado. Dirigimo-nos a Castanheira de Pêra, por uma estrada que, embora com bom piso, só se faria bem com um mini GT equipado com pneus de baixo perfil… passadas muitas curvas e enjoos, lá chegámos. A atração principal é a Praia Fluvial das Rocas. Por 5€ passamos um dia num espaço grande, com diversas infraestruturas, e algumas diversões, todas elas suportadas pelo rio e a sua água não climatizada… não era bem o nosso estilo de destino. Visitámos também a praia de Poço Corga. Muito mais pequenas que a das Rocas, e sem todas as infraestruturas. É uma praia fluvial mais natural. Após estas rápidas visitas regressámos ao lar.

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