quarta-feira, 14 de julho de 2010

Setúbal

        Ora então desta vez, direccionamos o GPS para sul. Para Setúbal, terra de chocos, peixe bom, do Mourinho e mais recentemente de um défice na segurança. O destino principal eram as praias da costa (Palmela, Sesimbra, etc).

        O alojamento ficou a cargo do novo e interessante conceito do Palmela Village Golf Resort. Um bairro fechado, com habitações modernas, rasteiras, bem equipadas, e tc. Falta o talho do António e o Minimercado do Sr Toneca, ainda assim, é em tudo semelhante a um bairro.
        As partes más começaram logo na mesma noite de chegada. Fomos recebidos por Lisboa no seu melhor: 1,5h na ponte Vasco da gama. E neste longo espaço criei na minha cabeça uma questão que creio ser mais inquieta que a própria origem da humanidade: como referi, 90min em pára arranca. É de concluir que existirá, mais à frente algum acidente, algum carro a ocupar a via, portagens, peditório dos bombeiros, etc. enfim, qualquer coisa que justificasse o atraso. À medida que fomos andando, aproxima-se o final da ponte e....... pasme-se!!! Não se passava nada. Subitamente começaram todos a andar mais depressa, sem que houvesse acrescento de vias ou coisa que o valha.
        Depois desta introspecção, e ao fim de um interessante percurso de rally que me mudou a cor do carro, chegámos ao resort. Fomos brindados por um fileira de formigas que atravessava com afinco o grande T0 que alugámos.

Dia 10
        Primeira visita ao Castelo de Palmela. Curiosamente estava aberto e mais curiosamente ainda, não era paga a entrada. Estava bem conservado, limpo, era grande, e tinha quase todas as divisões abertas. De resto…. era um castelo.


        Palmela em si também é uma vila bonita, florida, organizada. Mas não perdemos muito tempo nesta, fomos para o Portinho da Arrábida.



        Uma praia calma, num sítio relaxado e com uma bonita vista. O acesso pode ser feito de carro mas é de todo mais interessante faze-lo a pé. Com restaurantes q.b. e serviços de aluguer de material de mergulho, é um sítio onde se pode estar o dia todo sem problema. Existem também casa e quartos para alugar que de certeza promovem uns dias que simulam um qualquer paraíso exótico.

        A hora de almoço foi cumprida com as habituais sandes e sumos de fruta, preparados em casa, a custo amigável. E seguimos...
        O destino era o Castelo de Sesimbra. 36ºC, água quente na mala. Era um dia de Verão… A entrada era livre, e as ruínas são pronunciadas. A fronteira entre castelo e civilização perde-se algures durante a visita. No entanto tem uma bela vista sobre Setúbal.

        Para terminar o dia partimos para aquilo que seria o ponto alto da viagem. Não só pela altura a que realmente estávamos, mas também pelo vinco que deixou na memória. E nos pés. E nos ombros, para quem não usou protector. E nos calções, que ficaram irrecuperavelmente marcados por arranhões de silvas e giestas. A razão de todo o sacrifício foi a Praia do Ribeiro do Cavalo. Uma praia conhecida por acesso só possível de barco ou a pé. E portanto adivinhava-se uma praia tranquila, limpa, virgem, etc. não era o caso. A gente não era muita, mas não conferia nenhum estatuto que lhes permitisse ainda ter “os três”. O aspecto era realmente bonito e distanciava-nos para um local que parecia fora do território nacional, mas rapidamente voltávamos à realidade. Até porque o lixo acumulado, pelo mesmo facto de não ser uma praia supostamente “habitável” e porque as pessoas são porcas ou simplesmente estúpidas, era muito nalguns cantos. A dificuldade do acesso (de carro e depois a pé) não é compensatório.


        Ainda deu para ir ver o penúltimo jogo do mundial ao resort. E aí sim, jantámos como gente grande!! A custo zero também, uma vez que a comida foi preparada em casa, prevendo já o uso do tecnológico microondas.

Dia 11
        Mesmo saindo cedo não conseguíamos evitar o assustador trânsito que se verificava na estreita estrada da costa. Ainda assim foi pacífico estacionar e descer por mais um trilho ate à Praia dos Coelhos. Que mesmo tendo acesso pedonais com alguns buracos e ramos, apresentava uma moldura humana farta. Tão farta que decidimos atravessar a maré baixa até a Praia das Galapos. E por aí ficámos, até que o sol se tornou insuportável e conseguíamos cheirar a pele a queimar.


        Saímos rumo ao Cabo Espichel, que mais não é que… um cabo. Igual a tantos outros. Ventoso, acompanhado por um belo de um precipício e por um convento que alberga todos os domingos as 16h da tarde, uma missa, dada com certeza por um valente e corajoso pároco.

        E pronto, ainda chegámos a tempo de ver a Espanha sagrar-se campeã.

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