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Desta vez fomos até ao sudoeste asiático, Singapura e Malásia. Havia várias opções, mas achámos que a Malásia é ainda um destino não muito explorado turisticamente, e que nos podia introduzir a uma mais genuína Ásia. E de facto, creio que assim foi. E, convenhamos, havia de tal forma poucos ocidentais, que chegaram a pedir-nos para tirarmos uma selfie. Animais exóticos…
Primeiras impressões: Singapura é oficialmente o pais mais incrivelmente civilizado e desenvolvido que visitámos. Holanda ocupava esse lugar, mas com pena minha, foi destronado. Não há lixo, não há "gandulagem" na rua, não há sem abrigos nem pedintes. Tudo é civilizado, deixam-te sair do metro e só depois é que entram, tudo parece gente fina (e é!), tudo parece ter um bom pé de meia e a quantidade de filiais bancárias e neons de multinacionais a iluminar os topos dos novos e brilhantes prédios da marina, deixam-nos a sensação que estes tipos vivem bem. E vivem. É o 9º pais com maior desenvolvimento económico do mundo. As coisas não são baratas, mas não são tão caras como se poderia esperar. Malásia já fica num outro espetro, mas nem por isso menos interessante. São duas realidades diferentes, uma é a princesa do Frozen, outra é uma gata borralheira. Malásia é genuína, é mais pobre, mas tem gente simpática e consegue lutar por ter uma desorganização organizada. A frota automóvel é recente, o trânsito é caótico, mas não estático. As ruas não estão propriamente sujas, mas há um certo desleixo e confusão causado pelas várias obras que acontecem na cidade (o que nos dá a sensação de que em alguns anos, este país terá um turismo bastante mais massificado). As pessoas são simpáticas, na maioria existe sempre um sorriso de boas vindas, e o inglês não é entrave. Sentimo-nos seguros (ainda que na chegada esse sentimento ainda não estivesse bem definido…) e embora com poucos ocidentais, não há descriminação.
Dia 1: Singapura.

Dia 2: Singapura.
Singapura (centro) é uma cidade para ver, apreciar, absorver; não há tantas atrações como noutras cidades, até porque esta é muito recente e portanto não temos catedrais, e terraços milenares, e pelourinhos, etc, para ver. Ainda assim, há algumas atrações a não perder. Flower Dome e Dark Forest são dois pavilhões gigantes, como que duas estufas com flora de todo o mundo e com uma cascata de água interior que julgo ser a maior do mundo. Se estiverem a derreter de calor, é um bom sítio para ir, pois chega a ser frio lá dentro! Com algum desconhecimento, afastámo-nos um pouco do centro e procurámos Haw Par Vila. Não consigo bem definir aquilo a não ser um devaneio artístico levado a cabo por alguém com dinheiro, e com uma imaginação que necessita de ser materializada. Foi encomendada por dois irmãos chineses, empreendedores, que criaram aquele parque de estátuas como um sítio para transmitir os valores da cultura chinesa. De realçar os 10 Tribunais do Inferno, uma verdadeira ode à tortura, sacrifício e horror; muito giro!!!
Seguimos para Little India. É fácil perceber a mudança, o clima é bastante mais confuso, mais barulhento, mais desarrumado, além de obviamente ser mais Indiano… Não perdemos muito tempo por aqui e apontámos agulhas à Orchid Road, a rua dos riquinhos e poderosos. Lojas de marca proliferam, e há mais empregados dentro das lojas que clientes, sendo que em algumas, há uma fila e um número limitado de pessoas que podem estar dentro das lojas… foi aqui que vimos pelo primeira vez, na rua, uns senhores com uma arcazita a vender sandes de gelado! Duas fatias de pão com um naco de gelado no meio, 1,20$. Boa maneira de nos refrescarmos. Voltámos à Chinatown para trincar qualquer coisa, e demos com um templo budista enorme, Buddha Tooth Relic. Devagarinho e tentando não gastar muita energia, acabámos o dia a apreciar o espetáculo luz-som das Super Trees. Antes de irmos para o hotel passámos na Merlion Statue, que simboliza e marca a imagem de Singapura, um ser composto por leão/peixe.
Seguimos para Little India. É fácil perceber a mudança, o clima é bastante mais confuso, mais barulhento, mais desarrumado, além de obviamente ser mais Indiano… Não perdemos muito tempo por aqui e apontámos agulhas à Orchid Road, a rua dos riquinhos e poderosos. Lojas de marca proliferam, e há mais empregados dentro das lojas que clientes, sendo que em algumas, há uma fila e um número limitado de pessoas que podem estar dentro das lojas… foi aqui que vimos pelo primeira vez, na rua, uns senhores com uma arcazita a vender sandes de gelado! Duas fatias de pão com um naco de gelado no meio, 1,20$. Boa maneira de nos refrescarmos. Voltámos à Chinatown para trincar qualquer coisa, e demos com um templo budista enorme, Buddha Tooth Relic. Devagarinho e tentando não gastar muita energia, acabámos o dia a apreciar o espetáculo luz-som das Super Trees. Antes de irmos para o hotel passámos na Merlion Statue, que simboliza e marca a imagem de Singapura, um ser composto por leão/peixe.
Dia 3: Kuala Lumpur
Para quem vem de uma metrópole recente, líder no comércio mundial, com costumes cívicos e sociais bem definidos e modernos, o choque foi grande. E ainda bem, é assim que gostamos. Kuala Lumpur é uma cidade elétrica, cheia de pessoas na rua, carros, motas, prédios, coisas a acontecer. A primeira impressão, do caos do trânsito e da aparente menor segurança que sentimos, vai desaparecendo no primeiro dia; depois disso já começamos a atravessar a rua fora da passadeira e a chegar ao hotel às 00am. De facto, o nível de desenvolvimento não é tão grande, mas as coisas funcionam bem; podia ser uma cidade mais limpa, mais cuidada, mas ainda tem algum caminho a trilhar. No entanto, havia obras de requalificação em tudo que é sitio, por isso daqui a uns anos isto fica mais Tourism Friendly. Primeira paragem foi Merdeka Square (sim o nome é cómico), daqui temos uma vista para alguns edifícios governamentais, com arquitetura árabe e que por sorte, nessa noite não tinha transito a estragar a paisagem, pois a rua estava cortada para a filmagem de um filme…
Andando mais um pouco demos por nós no Central Market, um mercado interior cheio de lojinhas a vender tudo e mais alguma coisa; assim como nas ruas adjacentes exteriores onde podíamos encontrar várias bancas de comes e bebes. Desde sumos, frutos, fritos, petiscos, etc, há aqui muito por onde comer. Realço aquele que é O fruto souvenir desta zona: o Durian! Um fruto de aspeto espinhoso, mal cheiroso e mal amado. A malta come-o, mas não percebo porquê. Tal curiosidade levou-me a experimentar um gelado deste fruto e o meu hálito ficou inaceitável na primeira dentada… Sabe a fruta de facto, mas o sabor podre e "axolezado" obrigaram-me a deitar o gelado fora; imaginem o fruto na sua forma mais pura… (adianto que quem o come tem que usar luvas, senão pode contar com um cheiro nas mãos mais permanente que o da cebola). É neste locais, de lojas e bancas que vivemos realmente o ambiente e as pessoas e a genuidade; caía a noite e num acesso de espontaneidade virámos para dentro de um dos inúmeros ”stalls” de comida de rua que por ali estavam. Espetacular, condições de higiene… carismáticas, os carros a passar na rua, o calor da noite, o movimento de pessoas e de empregados. Uma caldeirada quase portuguesa, salada, bebidas e arroz frito, por 8€ para 2 pessoas. Problema: o picante médio por eles indicado passa largamente a escala a que estamos habituados!!!! Um McFlury no fim para acalmar a língua e o dia estava passado.

Dia 4: KL
Foi o dia mais cansativo, com muitos quilómetros palmilhados. Passámos no museu nacional, mas não entrámos (era um museu que nos parecia demasiado museu…). De manhã afastámo-nos um pouco do centro para visitar um templo chinês, que não vem nos mapas (por agora) e que de todos os que vimos era o mais calmo e verdadeiro. Thean Hou Temple. O incrível desta viagem é que além de nos sentirmos algo ricos, daqueles que não se importam de pedir sobremesa a todas as refeições… também as atrações eram em grande parte grátis! Não pagávamos por quase nada, de tal forma que até deixávamos gorjeta. Pensávamos por vezes; “caramba, se pagamos 40€ para ir ver quadros ao Louvre, devíamos deixar pelo menos 5€ a esta malta”. Este templo também não era pago, mas devia. Para quem gosta de fotografia, encontra ângulos, cores e texturas imensas neste local. Deixem-me também fazer um parêntesis para dizer que ir a KL em Maio é fantástico! Não encontramos filas, nem confusões, muitas vezes estávamos sozinhos nos locais. E tivemos sorte com as monções; só alguns chuviscos nos atacaram nestes dias.
Voltando ao centro, e caminhando (mais que o que queríamos) no parque natural que é um pulmão da cidade, encontramos finalmente um santuário de aves. O maior recinto de aves soltas do mundo, Free Bird KL Park. É tipo um zoo de aves, mas sem gaiolas, as aves andam por ali a voar; podem tocar em corujas (não o façam), pelicanos, galos, etc. Era barato, grande, e valia a pena.
Já um pouco rotos, caminhámos mais um pouco até à Mesquita Nacional. Um edifício moderno, com a habitual sala de oração (para a qual não podemos entrar) e onde nos obrigam a cobrir zonas mais expostas, com uma fatiota quente e usada em ciclo pelos vários visitantes... E agora, rufem os tambores, Petronas Towers!!!. O símbolo da Malásia, cartão postal, símbolo de poder, capitalismo e força do petróleo! São incríveis, são brilhantes, simétricas, e tal como qualquer local importante de uma cidade, tem um ambiente de pessoas e de vida ao seu redor que nos deixa simplesmente estar por ali a fazer o people watching! E foi o que fizemos. Ainda tínhamos mais alguns passos para dar até à KL Menara. Um torre também alta, de onde podemos ver as Petronas e o resto da cidade. Achámos melhor esta vista, do que subir às próprias Petronas. E acho que foi uma escolha inteligente.
Dia 5: KL, Batu Caves
Se as Petronas são o símbolo urbano mais conhecido, as Batu Caves são o postal natural. Caves naturais, localizadas em Gombak. Com uma imensa escadaria até ao topo, e com templos hindus no seu interior, as Batu Caves são uma natural romaria turística e religiosa. Mais uma vez, sentimo-nos abençoados pela relativa calma e poucas enchentes que apanhámos. Além das estátuas e esculturas, este local tem um atrativo insuspeito e natural que são os macacos. Estivemos 1hr apenas a observar os símios! Ladrões, brincalhões, lutadores. Qualquer pessoas descuidada, que traga um saco com comida dentro (mesmo que embrulhada) vai de certeza ser roubada por estes amiguinhos. Paralelamente às Batu Caves (entrada grátis) há uma gruta “natural” com algum controlo na entrada, paga, e com guias fantásticos que nos explicam a fauna existente nesta gruta, da qual fazem parte os “vampirinhos”, minhocas imortais, aranhas cegas, e outros bichos nojentos.


Dia 6: Penang
Penang é uma pequena ilha, mais sossegada e mais carismática que as grandes cidades anteriores. Tem como atração principal a vila património da UNESCO, George Town, nome que advém do tempo das conquistas britânicas. Vila esta caraterizada pelas suas famosas pinturas de Street Art. Existe mesmo uma espécie de mapa do tesouro que podemos seguir para encontrar as tais pinturas, algumas das quais estão no interior de estabelecimentos. É muito turística e foi o local onde encontrámos mais ocidentais.
Dia 7: Penang


Dia 8: Langkawi
Langkawi é o Algarve lá do sitio. Praia, bares, muito restaurante, muita lagosta e vários turistas. Sabíamos ao que vínhamos, e mesmo sendo destino 100% turístico ainda tinha algumas atividades mais naturais. O Skycable é uma fotografia postal do sítio. O teleférico mais ingresse do mundo creio eu. Indo ao Skycable entramos num parque com outras diversões, comes e bebes, e espaços onde relaxar. Aproveitámos para ver um 4D do parque Jurássico (melhor 4D que vimos, muito bom!) e fazer uma corrida num simulador F1 (ganhámos a 2 malaios J ). Ali perto, visitámos também as cascatas de 7 Wells, nome originado pela formações morfológicas que permitiram a criação de 7 poços ao longo da cascata. Não tendo chovido nos últimos tempos, ela estava quase seca, e portanto os 670 degraus que subimos serviram mais para queimar calorias do que para ter uma vista esplendorosa de uma abundante cascata. Estando nós de scooter, que alugámos, por um preço ridículo, aproveitámos para visitar o resto da costa, sempre com medo do dilúvio que parecia estar a chegar. Há algumas praias que vão aparecendo e que são bastante mais calmas e recatadas que Cenang (a praia principal de Langkawi). Depois de algum chuvisco regressámos a Cenang para um fantástico jantar e um sundae.
Dia 9: Langkawi
Dia chuvoso de manha à noite. Despedida em grande… é o problema destes climas. Depois de alguma ponderação, se calhar mal feita, decidimos fazer o Island Hopping que tínhamos agendado no dia anterior. Molha à farta… fomos visitar 3 ilhas: a do Lago da Mulher Grávida, onde só entrámos porque o senhor foi muito simpático connosco. A questão é que além de pagarmos a viagem do barco, tínhamos que pagar para entrar na ilha… e não tínhamos dinheiro! Reparando na nossa falta de opções o homem lá nos deixou passar. Mas ainda assim, no lago, poderíamos andar de gaivota, ou fazer mergulho, etc… e não conseguimos abébias de mais ninguém. Restou-nos um mergulho na água doce e quente.
O resto do dia foi passado um pouco em desespero e tristeza, dado o péssimo tempo que se tinha posto; estivemos 1hr no mar e entretanto foi caindo a noite. Outro bom jantar!
Dia 9: Singapura/regresso
Faltava um check point em Singapura, que era a vista magnifica que o Hotel Marine Bay nos oferecia. Pagámos bem para subir ao 50º andar, mas a vista é incrível. Contemplamos a verdadeira beleza e organização de Singapura. Tudo é verde, tudo é moderno, tudo é bonito. E contemplamos também aqueles seres que habitam este tipo de espaço, aos quais nós chamamos de nojentos… a piscina infinita podia ser vista do terraço mas o acesso era reservado aos hospedes; e ali ficámos, a contemplar essas raras criaturas que são o pessoal do dinheiro. J passeando aqui e ali o dia foi passando, acabando com uma sandes de gelado junto à marina. O voo era às 01:00am e estava na hora do duro e longo voo de regresso! Próximo, destino quente ou frio?.....
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